29 de set de 2008

segunda-feira novamente.
o velho clichê, as idéias feito roupa antiga, desbotada.
ultrapasso a barreira da espera, e em alguma ansiedade tosca, suporto com inabalável paciência
o fim dos termos.

21 de set de 2008

sobrou cansaço.
eu já tinha minhas dúvidas e cheguei acho que, num estado de vencido, convencido pelas circunstâncias.
acho que não há mesmo como lutar contra certas coisas... a gente tenta fazer o que não pode, insiste, exagera, se expõe e pro final sobra o gosto de bad trip, de noite passada.
entretanto, também sobra alívio, um desconforto feliz - sei lá - é um algo que não me soa triste.
sim, odeio ser conciso. odeio ser direto e adoro as entrelinhas e nuvenzinhas de imaginação brotando.
tá, não interessa muito mesmo. falo de um mundo em que bobeiras fazem tanto sentido quanto rir sozinho de uma piada que você vê graça, vestir aquela roupa que você adora, deliciar-se com aquele terrível mistura de alimentos que somente o seu estômago aguenta digerir.
não me surpreenderia saber que o que importa mesmo e o que levo são, estes dias pequenos, essas horas miúdas de poucos dedos que, às vezes, fazem tanta falta por essa agilidade dos dias de calendário...

14 de set de 2008

11 de set de 2008

Sem poesia.

segundo dia de chatice, marasmo, desânimo.
mais uma madrugada me perguntando se estou vivendo um nada que valha algo mais.
odiando o semestre da faculdade, sentindo um perder-se invadir o corpo, a mente num vai-e-vem turvo.
o olhar míope sobre a vida.
sem vontade de sair muito longe, visitar os mesmos lugares, as mesmas caras, não receber cartas.
chegar em casa e não saber o que fazer, onde sentar, o que conversar.
ver o fim de semana chegar - zero motivação, zero grana, tv lixo, internet clichê, beijos sem uma namorada, sem paixão, um cumprir de papéis existenciais, mais rotinas - e já segunda-feira.
bem, era isso? aonde foi mesmo o ponto em que escolhi tudo isso?
acaba-se a memória de curto prazo e o passado alimenta essa máquina que é pensar.
chegam os prazos, os pequenos salários, a comida cara, as gripes cobrando um tempo pra celebrar o corpo exausto.
quando é que vou cumprir meus planos? ainda me lembro deles? em que ponto parei de creditar nesses lances minha pequena felicidade mundana?
quantos dias de chatice extrema ainda vou carregar nesse lombo estagiário?
os livros que leio, as imagens desses filmes, essas cores, tantos diálogos interrompidos, os fins de tarde sem cigarro, conversas, os doces depois da marmita, o ar-condicionado detestável, as bobeiras que escuto, as que digo, as que invento, tudo no mesmo lugar, sem volta, sem direção.
tudo em volta de mim, dançando sem sair do lugar, eu me sinto cair, cochilar, pescar, acordar, dormir.
acordado até cedo, dormindo muito tarde, tragando vitamina C, chás, bolos, sorteando as conversas entre as telas do messenger, gmail.
os dias pequenos acabando comigo.
existe o erro? onde encontramos? uma cura pra tudo?
não. não sei. não.
vamos... sem poesia.

9 de set de 2008

Recomendação da semana!

Aqui vai uma especial recomendação musical pra quem quer conhecer ou descobrir um pouco da cultura musical brasileira.
O cara é: Dorival Caymmi.
Destaco a beleza e força de sua voz que ecoa um olhar atento aos cenários poéticos praieiros bahianos.
Reservo aqui o álbum de 54 intitulado, "Canções Praieiras" (só clicar no nome).

Um bom tudo pra vocês. :)


7 de set de 2008

Não em mim.

Foge um pouco da razão estar em frente a tua porta agora e te pedir isso.
Talvez alguma dessincronia cerebral ou uma rasteira que sobra desse destino.
Ou quem sabe a parte boa que há em mim esteja me fazendo o favor de agir pelo bem das minhas células, em prol da vida que pode vingar dentro de mim.
Não aprecio essas reticências, por isso cheguei ate aqui.
Já me invade um mundo de dúvidas e desejo não estar em lugar que não seja seguro.
Lembro da última tentativa, dos dias que se seguiram e percebo que pode ser besteira... que é melhor voltar enquanto é tempo, enquanto ainda não pago esse papel que me propus, mas alguém abre a porta antes que eu dê as costas.
Esse alguém não é você.

proje(c)to

etc.